Após a venda do TikTok, um pagamento colossal de 10 bilhões de dólares ao governo dos EUA está causando controvérsia.
Mar 23
Mon, 23 Mar 2026 at 10:16 AM 0

Após a venda do TikTok, um pagamento colossal de 10 bilhões de dólares ao governo dos EUA está causando controvérsia.

Mesmo após sua conclusão em janeiro passado, com Xavier Niel entre os acionistas, a venda das operações americanas do TikTok continua sendo controversa nos Estados Unidos. Embora o acordo tenha sido inicialmente concebido para atender às preocupações de segurança nacional de Washington e aos laços da ByteDance com a China, outro aspecto do acordo agora está atraindo atenção. De fato, espera-se que o governo Trump receba até US$ 10 bilhões como parte da transação. Uma quantia extraordinária, que confunde ainda mais a linha entre arbitragem política e lógica comercial…

Uma quantia considerada desproporcional

De acordo com o New York Times, essa quantia corresponderia a uma forma de “taxa de transação” exigida pelo governo federal por ter facilitado a criação de uma versão americana do TikTok, controlada por investidores locais. Em janeiro passado, uma parcela inicial de US$ 2,5 bilhões teria sido paga ao Tesouro dos EUA após a finalização do acordo. Esse valor levanta ainda mais questionamentos, pois representa quase 70% da avaliação estimada do TikTok nos EUA, em torno de US$ 14 bilhões, segundo informações que circulam sobre o assunto. Nesse patamar, não se trata mais de um simples custo administrativo ou de uma comissão comparável à de um banco de investimentos, mas sim de uma taxa de magnitude sem precedentes. E além do valor em si, o que mais chama a atenção é o precedente estabelecido pelo governo Trump. Desde o início de seu segundo mandato, a Casa Branca já se destacou por um envolvimento mais direto em diversos negócios industriais e tecnológicos, seja com a Intel, exportações de chips ou questões relacionadas a matérias-primas… O perfil dos investidores envolvidos é outro ponto que gera questionamentos na análise, já que alguns deles são apresentados como próximos a Donald Trump ou ao seu círculo íntimo. A Oracle, rapidamente identificada como a “salvadora” do TikTok, por exemplo, continua associada a Larry Ellison, um conhecido apoiador do presidente. No entanto, é importante notar que, nesta fase, nenhuma ilegalidade foi comprovada. Mesmo assim, esta operação ilustra uma tendência mais ampla que demonstra que, nos Estados Unidos, o Poder Executivo não se contenta mais em simplesmente aprovar ou supervisionar certas transações estratégicas, mas também busca capturar uma parte do seu valor. E no caso do TikTok, que se acreditava estar encerrado após vários anos de tensão, isso acaba transformando uma venda sob pressão geopolítica em um longo e altamente político caso financeiro…

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