Membros do Parlamento querem obrigar o Google, a Meta, a X e o LinkedIn a pagarem mais à imprensa.
Há vários anos, as relações entre a imprensa e os gigantes digitais permanecem tensas em torno de uma questão específica: a remuneração do conteúdo jornalístico reutilizado nessas plataformas.
Diante desta situação, em um AFP despacho, ficamos sabendo que os deputados franceses adotaram por unanimidade um novo projeto de lei para fortalecer a aplicação dos direitos vizinhos e Exigindo que as plataformas sejam mais transparentes em suas negociações com as editoras…
Receitas da imprensa em forte declínio diante dos gigantes digitais…
Desde o início dos anos 2000, a mídia impressa francesa tem sofrido uma erosão contínua de suas receitas, e isso pode piorar com ferramentas como AI Overviews ou AI Mode, como já foi observado nos Estados Unidos.
Segundo dados citados pelo deputado Erwan Balanant, autor do texto, as receitas do setor foram reduzidas quase pela metade, enquanto uma parcela crescente da receita publicitária migrou para as principais plataformas digitais.
Para tentar corrigir esse desequilíbrio, a União Europeia introduziu os direitos conexos aos direitos autorais em 2019. Esse mecanismo permite que jornais, revistas e agências de notícias sejam compensados quando seu conteúdo, ou trechos dele, são utilizados por plataformas digitais. Na prática, porém, as negociações costumam ser difíceis. Especificamente, algumas editoras reclamam da falta de informações fornecidas pelas plataformas para avaliar o valor real de seu conteúdo, enquanto outras simplesmente se recusam a dialogar. Por exemplo, o deputado Erwan Balanant apontou que plataformas como X e LinkedIn se recusam sistematicamente a negociar com as editoras. Do lado do Google, após diversas sanções, a empresa finalmente firmou acordos em 2021 e parece estar adotando uma postura mais conciliatória. No caso da Meta, as discussões permanecem mais complexas, visto que um acordo havia sido assinado com a Alliance de la presse d’information générale (Aliança da Imprensa de Informação Geral), mas expirou e não foi renovado. Uma lei para reequilibrar a dinâmica de poder? O projeto de lei aprovado pelos parlamentares visa fortalecer a eficácia dos direitos conexos, impondo maior transparência às plataformas, que teriam que fornecer às editoras todos os dados relativos ao uso de seu conteúdo. O texto também prevê um novo papel para a Arcom, que poderia intervir como árbitra em caso de conflito. A autoridade também teria o poder de impor sanções de até 1% da receita das plataformas envolvidas. O deputado também quer impedir que as plataformas reduzam a visibilidade do conteúdo da imprensa durante as negociações, prática observada em 2020, quando o Google alterou a exibição de certos conteúdos de editoras francesas. Embora o texto tenha sido amplamente bem recebido por profissionais da área, ele agora precisa seguir tramitação no Senado, e ainda é cedo para saber se o resultado será favorável à imprensa ou não.
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