O streaming ilegal está diminuindo na França… mas 7,7 milhões de usuários da internet continuam a utilizá-lo.
Apr 12
Sun, 12 Apr 2026 at 01:15 AM 0

O streaming ilegal está diminuindo na França… mas 7,7 milhões de usuários da internet continuam a utilizá-lo.

Embora a pirataria de conteúdo esportivo e cultural permaneça profundamente enraizada nos hábitos digitais, os dados mais recentes mostram uma mudança notável.

De fato, entre a pressão regulatória, os obstáculos técnicos e a mobilização dos detentores de direitos, particularmente com a ação massiva do ano passado, a luta empreendida nos últimos anos parece estar produzindo efeitos mensuráveis, sem, no entanto, fazer o fenômeno desaparecer…

Uma diminuição impulsionada pelo fortalecimento dos obstáculos

De acordo com o Relatório mais recente da Arcom, streaming e downloads ilegais diminuíram 4% em 2025. Num período mais longo, entre 2021 e 2025, a diminuição chega mesmo a 34%, reflectindo uma tendência fundamental. Em termos de volume, isso ainda representa 7,7 milhões de usuários de internet afetados, em comparação com 11,7 milhões quatro anos antes. Esse aumento se explica, em grande parte, pelo fortalecimento das medidas antipirataria, já que, desde 2022, mais de 12.600 nomes de domínio ligados à transmissão ilegal de eventos esportivos foram bloqueados, sendo que mais da metade deles foram bloqueados somente em 2025. Essa aceleração ilustra o crescente poder dos mecanismos legais e técnicos. A mesma lógica se aplica ao conteúdo cultural, com 2.583 sites espelho bloqueados desde 2022. Essas plataformas, criadas para burlar as proibições duplicando sites já sancionados, agora estão na mira dos órgãos reguladores. Aqui novamente, quase metade dos bloqueios foram implementados em 2025…

IPTV e VPNs: Usos que complicam o combate

Apesar dessa diminuição geral, a pirataria continua a evoluir, particularmente com o crescimento dos serviços de IPTV e VPNs, que permitem aos usuários contornar as restrições com mais facilidade. Essas tecnologias, inicialmente projetadas para usos legítimos, agora estão sendo amplamente utilizadas indevidamente para acessar conteúdo ilegal.

Diante desses desenvolvimentos, a Arcom defende o fortalecimento das ferramentas existentes, e uma proposta de lei prevê especificamente a implementação do bloqueio dinâmico e em tempo real de serviços que transmitem eventos esportivos ilegalmente. O objetivo seria então intervir diretamente nos endereços IP, além de bloquear nomes de domínio, a fim de reduzir os tempos de resposta.

Os detentores de direitos, como o Canal+, também desempenham um papel fundamental nessa estratégia, multiplicando as ações judiciais para proteger seu conteúdo.

Uma perda de receita ainda enorme…

Esporte, a primeira vítima da pirataria?

– Fonte: Arcom

Embora os indicadores estejam em tendência de queda, as consequências econômicas permanecem consideráveis. A pirataria ainda representa uma perda estimada de € 1,5 bilhão para os setores cultural e esportivo, sendo que o esporte sozinho responde por aproximadamente € 300 milhões em perdas. Para emissoras e plataformas, a questão vai além dos números de audiência, pois também envolve a preservação de um modelo de negócios baseado em direitos de transmissão, que são cada vez mais caros de adquirir em um ambiente competitivo. Assim, o declínio observado em 2025 parece mais um sinal encorajador do que uma virada definitiva. A luta contra a pirataria está entrando em uma nova fase, mais técnica e mais reativa, diante de padrões de uso em constante evolução.

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