"Os pobres não devem arcar com as consequências da guerra": La France Insoumise pede o congelamento dos preços da energia.
Mar 08
Sun, 08 Mar 2026 at 05:18 PM 0

"Os pobres não devem arcar com as consequências da guerra": La France Insoumise pede o congelamento dos preços da energia.

Manuel Bombard pediu ao governo que "congele" os preços dos combustíveis, do gás e da eletricidade para lidar com as consequências da guerra no Oriente Médio. "Não cabe aos pobres, que não têm condições de arcar com as consequências de uma guerra (no Oriente Médio, nota do editor), pela qual não têm responsabilidade", disse Manuel Bompard, deputado do LFI por Bouches-du-Rhône, no programa de notícias da France 3 neste domingo, 8 de março. "Não cabe aos pobres sofrerem; cabe às grandes empresas, multinacionais que obtiveram lucros enormes após a Covid, contribuir", insistiu. Na sexta-feira, a gasolina SP95-E10, a mais consumida na França, estava sendo vendida, em média, 10 centavos de dólar mais cara do que na semana anterior, antes do início da guerra no Oriente Médio, segundo dados do governo. O aumento no preço do diesel é ainda mais acentuado: o preço médio do litro era de € 1,98, comparado a cerca de € 1,72 em 27 de fevereiro, representando um aumento de 26 centavos de dólar (+15%). Por outro lado, os consumidores de energia elétrica com tarifa regulamentada não verão suas contas aumentarem por enquanto. Não há previsão de revisão antes de agosto. O governo defende suas ações. Marine Le Pen, líder da bancada da Reunião Nacional (RN) na Câmara dos Deputados, havia proposto na quarta-feira a redução dos impostos sobre combustíveis para compensar os aumentos. Sob pressão da oposição política para conter os preços dos combustíveis, o governo defendeu suas ações na quinta-feira, refutando a ideia de que o Estado seria o "grande vencedor" da situação. Para o governo, não há qualquer possibilidade, nesta fase, de agir em relação aos impostos de que o Estado necessita e que, segundo afirma, não são tão dependentes do preço da energia. A Ministra Delegada da Energia, Maud Bregeon, considerou "inconcebível" reduzir o IVA e o TICPE (imposto interno sobre produtos petrolíferos), uma vez que isso criaria um rombo de quase 20 mil milhões de euros no orçamento do Estado. A questão dos preços da energia tem reacendido regularmente o debate político desde a crise energética de 2022, ligada à guerra na Ucrânia. O gasóleo e a gasolina SP95-E10 ultrapassaram, na altura, o limiar psicológico de 2 euros por litro.

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